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[Saga: Vidros quebrados] Borrões de luz

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[Saga: Vidros quebrados] Borrões de luz

Mensagem por Mr.Puddin em Sab Mar 07, 2015 8:08 pm

Clarões de luzes vermelhas e azuis borravam o chão negro que reluzia sobre uma camada ténue de água que caiu durante todo o dia. Fitas amarelas e negras circundavam uma casa enquanto homens de farda negra se movimentavam afastando alguns dos espectadores.
A casa para onde estes entravam estava agora com uma tonalidade negra, mas durante o dia fora de um tom carmim profundo. As portadas estavam agora abertas exibindo uma luz amarelada que saltava do interior das divisões agora iluminadas. De tempo a tempo podiam ser observados pequenos pontos negros que pertenciam aos polícias que andavam por ali. Ao longe um choro nervoso e contínuo fazia qualquer um tremer de horror. Um rapaz de cabelo escuro debruçava-se sobre as suas pernas fracas enquanto uma torrente de lágrimas cristalinas corriam dos seus olhos enquanto a sua garganta se engasgava num som horrendo.
Minutos depois de as primeiras equipas chegarem ao local e selaram o respetivo, um carro negro acabou por chegar. Sem clarões azuis e vermelhos e apenas com a sigla CCPD. A porta do condutor acabou por se abrir e de lá saiu um homem já nos seus trintas e muitos. Sapatos castanhos, calças cinza e uma gabardine da mesma cor aberta onde se podia ver uma camisa branca com uma gravata negra. A barba já devia ter uns quantos dias e não apresentava indícios de ter sido desfeita a pouco tempo, os olhos eram frios e calculistas e o cabelo era curto apresentado grandes falhas de ambos os lados, um claro indicio de calvície. A sua mão direita deslizou para o interior do casaco e veio de lá com um cigarro que acabou na boca do homem, com a outra mão uma chama apareceu para acender o mesmo. O homem começou a andar na direção da confusão passando pelas fitas e sendo interpelado por um dos polícias.

-Civis tem de ficar do outro lado da fita. – Disse colocando a mão no peito do homem.

-Detetive Richard Spiers, CCPD. – A mão do polícia caiu enquanto Richard passava por ele.

O cigarro foi de encontro a sua boca inspirando e depois expirando uma onda de fumo cinza para o frio da rua. Spiers dirigiu-se a porta branca que estava agora aberta. Os seus pés roçaram o tapete da entrada que dizia “Bem-vindo” e a sua beata voou para uns arbustos que se erguiam no pequeno jardim ao lado da casa. À sua passagem todos o cumprimentaram com pequenos gestos com a cabeça, continência ou apenas um simples “olá”, todos menos um rapaz de óculos redondos que correu para ele com um monte de papéis.

-Detetive! Detetive! Spiers?! – O rapaz devia medir um metro e meio e parecia uma autêntica criança no meio de todos os homens presentes. – É lindo! Não conseguimos achar quaisquer vestígios! Não sei como foi possível, ela tinha uma data de fragmentos no abdómen, mas é impossível que o corpo tenha sido atirado contra o espelho, porque os cortes são impossíveis de fazer dessa maneira…

-Não te esqueças de respirar rapaz. E já lá vamos, ainda agora cheguei, preciso de tempo para observar o local do crime.

Os dois subiram as escadas de madeira em silêncio abstraindo-se do resto dos polícias que se movimentavam atarefados. A porta da casa de banho estava entre aberta e um pequeno rio de sangue vermelho preenchia o chão feito com ripas de madeira. Os dois abriram a porta e depararam-se com a cena que o rapaz dos óculos tinha começado a descrever.
Um corpo nu jazia no chão, sangue preenchia as imediações e o reflexo do detetive aparecia nos pequenos pedaços de vidro frio que se enterravam no corpo da vítima, que estava agora serena.

-Pronto Jimmy, descarrega.

O pequeno rapaz desimpediu a garganta e começou de novo a sua história.

-Ora bem. Ela morreu com falta de sangue como podes constatar. A arma do crime foi o espelho que esta atrás de ti e como podes ver não foi removido da parede, mas o corpo não foi atirado contra ele, por causa da posição do corpo em si. Então, a única explicação plausível é, alguém atirou vidros contra ela, mas ninguém consegue atirar tantos estilhaços contra alguém ao mesmo tempo, um é compreensível. É como se alguém atirasse uma adaga, mas não podes atirar esta quantidade.

-Então e vestígios do assassino? – Perguntou Spiers acendendo um outro cigarro.

-Não há. Possivelmente usou luvas, porque não encontramos impressões digitais. Como podes ver também não deixou pegadas. O que temos de fazer é esperar.

-Por outro assassinato? – Retorquiu Richard com voz fria.

-Também, também. Ou por mais evidências forenses, mas um outro assassinato era melhor. As capacidades de um assassino tendem a piorar quanto mais bem-sucedido ele é. Esperamos por algum erro, ou algo do género, porque daqui não conseguimos tirar nada. – O rapaz ajeitou os óculos com o indicador e saiu da casa de banho escrevendo algo nos seus papéis.

Spiers continuou a olhar para a rapariga, tão serena. Quase como se o assassino tivesse sido atencioso com ela.
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Re: [Saga: Vidros quebrados] Borrões de luz

Mensagem por L Mars em Ter Mar 10, 2015 7:39 pm

Credo que esse forense é frio e analitico... Adoro haha x)
Quanto ao Capitulo gostei, apesar de ter de ir reler um pouco o anterior. Aconselho que coloque não só o Link para o Capitulo anterior como também um breve resumo, se quiser, para avivar a memória aos leitores.

Gostei do capitulo e espero mais, e mais acção Very Happy

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Re: [Saga: Vidros quebrados] Borrões de luz

Mensagem por Mr.Puddin em Ter Mar 10, 2015 8:18 pm

@L Mars escreveu:Credo que esse forense é frio e analitico... Adoro haha x)
Quanto ao Capitulo gostei, apesar de ter de ir reler um pouco o anterior. Aconselho que coloque não só o Link para o Capitulo anterior como também um breve resumo, se quiser, para avivar a memória aos leitores.

Gostei do capitulo e espero mais, e mais acção Very Happy

Obrigado por ter lido e pela ideia de fazer um pequeno resumo ou por o link do capitulo anterior, da próxima já sei onde melhorar (:
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Re: [Saga: Vidros quebrados] Borrões de luz

Mensagem por Kheyos em Dom Mar 22, 2015 1:26 am

É interessante a tua escrita, especialmente as tuas descrições. Quero saber como os caminhos destes personagens e do Andrew se vão cruzar, particularmente este forense.

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Re: [Saga: Vidros quebrados] Borrões de luz

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