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"Mistérios Escondidos" Chapter II - It's all in my Head

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"Mistérios Escondidos" Chapter II - It's all in my Head

Mensagem por L Mars em Sab Mar 14, 2015 1:03 pm

"Mistérios Escondidos"

Chapter II
"It's all in my Head"

Talia movimentava-se cuidadosamente no cofre do banco, analisando todas as gavetas e mesinhas. Foi numa dessas mesas que Talia reparou num pequeno monte de notas, não registadas, ali, desamparadas, sozinhas e sem nenhuma câmara de vigilância a guarda-las. Confirmou se estava sozinha e colocou o dinheiro nos bolsos do seu casaco. Depois caminhou, calmamente, para onde estava o restante grupo.

-- Está tudo certo no cofre, penso. – Disse a agente da NYPD. – Obrigado pela vossa ajuda a deter estes criminosos. – Dizia Talia a Noctis e James, os seus aliados naquele “assalto”. – Vamos aguardar que cheguem os reforços da policia e depois podem sair daqui sem serem detectados. – Disse num tom calmo.
Não tardou até que os reforços tivessem aparecido e, depois de Talia informar aos restantes agentes o que tinha acontecido e ter entregado a sua arma como potencial prova começou a afastar-se do local.
-- Talia! E os papeis? Tu é que devias faze-los. Tu é que estavas lá presente. – Disse um dos agentes. Tinha uns quarenta anos, forte mas não muito gordo e possuía um pequeno bigode.
-- Folga, trauma, cansaço, cegueira momentânea, parti ambas as mãos. – Disse Talia enumerando com os dedos enquanto virava as suas costas a Peter. – Escolhe uma, ou duas, ou as que quiseres e entrega-as ao chefe. Amanha ou assim desculpo-me melhor. – Dizia Talia continuando a caminhar, cada vez mais depressa. Peter já conhecia Talia á alguns anos e, apesar de ter ficado visivelmente chateado, sabia que era o dia de folga dela e não a quis chatear muito com aquilo.

Talia caminhava á já uns dez minutos pelas ruas de Nova Iorque. Era um costume que tinha perdido, um costume que só fazia quando estava nervosa e a ultima vez que o fez foi quando esperava pela confirmação de entrada na NYPD.
-- “O que me aconteceu naquele banco…” – dizia Talia confusa. Olhava para as suas mãos como se esperasse que pegassem fogo ou ficassem negras. Parou o seu passo acelerado quando realmente as suas mãos começavam a escurecer. Enfiou as suas mãos nos bolsos e continuou a andar. – “Depressão ou trauma?” – questionava-se enquanto retomava o seu andar acelerado. –“ Mas… não me aconteceu nada de estranho nos últimos dias… e de certeza que não andei a drogar-me ou assim… espero” – disse ela arregaçando as mangas para ver se encontrava algumas marcas de agulhas e passando as suas mãos, já normais, pelo nuca e por detrás do seu pescoço.

Nada, estava tudo normal. Por isso era algo mental, algo dela. Ficou a fixar as outras pessoas na rua tentando “altera-las” de alguma maneira, como ela alterava, mas nada acontecia. A única coisa que Talia conseguia era o olhar desafiador de muito dos Nova Iorquinos. Um “povo” nada simpático na rua e era verdade. Decidiu que o melhor era voltar para casa e descansar um pouco, talvez fazer uns telefonemas. Aproximou-se da berma da estrada, assobiou audivelmente e esticou o braço, mandando parar um táxi que passava. Entrou no carro, deu as indicações ao motorista e partiu em direcção a casa.
Um vulto parado destacava-se naquele meio movimentado. Mantinha-se quieto no seu local, elegante e observador e acompanhava o táxi onde Talia ia com os seus olhos, girando lentamente a sua cabeça.
-- Meeoww…

Carregando nalgumas teclas um pouco aleatoriamente Talia marcava um número que uma lista telefónica lhe dera.
-- Sim? – Disse uma voz feminina do outro lado.
-- É do consultório do Doutor Hibert? – Perguntou Talia.
-- É sim. – Disse a empregada.
-- Pode passar-lhe a chamada?
A mulher permaneceu em silêncio e ouvia-se a carregar nalguns butões.
-- Aguarde. – Disse com uma voz seca e monocórdica. Talia esperou ansiosamente. Já era o quarto doutor que Talia telefonava para marcar alguma espécie de consulta mas sempre que o fazia algo os fazia rejeitar Talia, ou mostravam um entusiasmo súbito e estranho por Talia o que fazia com que a agente desligasse logo o telefone. Afinal de contas como é que ela iria dizer “Olhe transformei-me numa outra pessoa sem saber como. Penso que estou doida ou com super-poderes. Interne-me ou meta uma agulha directamente no meu cérebro.” Não… perder o seu lugar na NYPD era algo que Talia não podia fazer, era a única coisa que Talia realmente amava.
-- Estou? – Disse uma voz masculina, grave e ligeiramente rouca.
-- Doutor Hibert? – Perguntou Talia.
-- Sim sou eu, com que falo?
-- Talia Nox. A sua assistente fez-me o favor de passar a chamada.
-- Sim sim, em que posso ser-lhe útil? – Disse ele.
-- Bem, eu tenho-me sentido diferente nalguns aspectos… hmm… psicológicos talvez. Mas queria manter o sigilo profissional entre psicólogo e agente da lei. – Desabafava. – É que tenho uma promoção em vista e não quero que este pequeno susto a prejudique.
-- Entendo. – Disse o doutor. – Irei só ver as suas informações e ver a agenda para marcar a consulta.
-- Informações? – Exclamou Talia assustada. – Mas… mantenho o
-- Não se preocupe menina Talia. São informações básicas do sistema de saúde. O seu seguro, registo de conta bancária e assim. Informações públicas. – Dizia enquanto digitava algo no seu computador. Era possível ouvir as teclas a serem premidas e um som que Talia reconhecia de algum lado. Era um som calmo de metal a bater contra metal num ritmo constante mas lento. – Ora bem. – Disse o doutor. – Talia M. Nox, 24 anos, residente em Nova Iorque, quarteirão… Mas que… - disse o doutor mudando de tom de voz para um mais alarmado. – Lamento imenso menina Talia mas não a irei poder atender.
-- Mas eu posso ir aí a qualquer altura. – dizia Talia.
-- Você não compreende. Não a posso mesmo atender, nem hoje nem noutra data qualquer. Lamento imenso mas não me procure mais senão terei de dar estas informações á policia. – disse o doutor num tom severo desligando o telefone em seguida.

http://www.youtube.com/watch?v=gMHB5pxdiaA&NR=1

-- MERDA! – disse Talia mandando o seu telefone ao chão, fazendo-o deslizar para uma qualquer superfície debaixo do sofá. Com aquele doutor era o quinto que ou a rejeitava ou mostrava um fascínio estranho por Talia. Mas… o que se passaria com todos os psicólogos de NY.
Talia suspirou. Começava a ficar tarde e não valia a pena Talia estar a enervar-se por algo que, tanto quanto ela sabia, poderia ser uma simples intoxicação alimentar ou nervos por causa da suposta futura promoção. Procurou pelo telefone para o colocar na base. Encontrou-o mesmo no canto, por debaixo do sofá da sala. Baixou-se para o apanhar e quando o fez deitou ao chão alguma das revistas que tinha numa pequena mesa de apoio. Mais um suspiro. Não as iria apanhar. Eram só revistas, apanhava-as depois. Mas achou curioso como uma das revistas tinha ficado entreaberta na secção de horóscopo. Não era muito ligada a astronomia nem era, de longe, supersticiosa, mas a curiosidade nunca matou nada, a não ser algum gato, pensava rindo-se um pouco. Começou a ler o que dizia o seu símbolo: Balança.
-- “O seu futuro terá altos e baixos e terá de lutar pelo que quer se quer aquilo que tanto deseja. No final terá de fazer algumas decisões difíceis mas que irão melhorar em muito o seu percurso, quer profissional como emocional. Os seus números da sorte são o 47 e o 12. Deverá evitar as frutas verdes para manter a sua saúde….” Blablabla… Non Sense… - dizia Talia atirando a revista ao chão, para se manter bem próxima das suas “irmãs”.
Foi para o quarto, despiu-se e atirou-se para a cama, para uma excelente noite de sono. Amanha teria outro dia normal e tinha de ir buscar a sua arma. Não poderia esquecer-se da sua arma.

(Baixar ou parar a música)

O dia começou como normalmente. Banho, pequeno almoço, alguns desenhos animados – barra – noticiários pela manha e ida para o emprego. Foi ao abrir a porta que reparou em algo que, era no mínimo, diferente para Talia. Um bouquet de flores de cores neutras, que criavam uma simetria incrível.
-- Estranho… - dizia Talia agarrando no bouquet e trazendo-o para dentro de casa. Tinha um pequeno cartão. Era de uma florista que Talia conhecia por ter impedido já alguns assaltos, a Flower Shop Bis Linx – era francesa por isso Talia não se importava muito de ajudar a dona que, por sinal, também o era.
-- “Obrigado pelo serão bem passado. Como não te queria acordar deixei-te aqui este bouquet. Espero poder ver-te novamente, brevemente.


David Monseraz


-- Ui… um cachorro abandonado á minha porta. – disse Talia rindo-se. – É bom saber que ainda não perdi o jeito. – disse colocando as flores numa jarra e o cartão dentro de uma gaveta, juntamente com outros cartões estranhamente parecidos com aquele, mas com diversas assinaturas.

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Re: "Mistérios Escondidos" Chapter II - It's all in my Head

Mensagem por Suaz em Sab Mar 14, 2015 7:48 pm

Muito, muito bom capítulo! Fiquei curioso para saber o que consta na ficha da Talia!
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Re: "Mistérios Escondidos" Chapter II - It's all in my Head

Mensagem por L Mars em Dom Mar 15, 2015 9:40 pm

Suaz escreveu:Muito, muito bom capítulo! Fiquei curioso para saber o que consta na ficha da Talia!
Para ser sincero nem eu sei ainda haha xD
Será algo para o suspense, tanto do leitor como do escritor =P

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Re: "Mistérios Escondidos" Chapter II - It's all in my Head

Mensagem por Kheyos em Qua Mar 18, 2015 8:53 pm

Esta Tália é pouco doida para a brincadeira com os moços. Li ambos os capítulos e reparei que o nível da tua escrita se mantém óptimo, espero poder continuar a ler mais e seguir o percurso da Tália. Keep up with the great work mate cheers

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Re: "Mistérios Escondidos" Chapter II - It's all in my Head

Mensagem por L Mars em Qua Mar 18, 2015 9:28 pm

Obrigado Kheyos ^^
Os próximos sairão em breve Very Happy

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