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[Dr. Origami] Chapter II - "Transe"

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[Dr. Origami] Chapter II - "Transe"

Mensagem por Zoro dattebayo em Dom Mar 01, 2015 4:26 pm

As coisas estavam cada vez mais estranhas para Jon. Que significado teria aquela frase de Newton, escrita num pedaço de papel em formato de uma ave?
-- Meus senhores preciso que investiguem este caso com todo o cuidado e discrição a cima de tudo. - pedia a Capitã Richards. - Não quero que a imprensa saiba para que não se levante muito pânico à população da cidade. Não quero que as pessoas saibam que anda um grupo por ai a raptar crianças.
-- Certo Capitã! - Dizia Jon e Henry em simultâneo.
-- Quanto o senhor vou pedir que algum colega o leve até casa e por favor mantinha-se contactável. Pode ser que entretanto se lembre de algum pormenor ou outro que seja importante para o caso. - pedia Sarah.
-- Com certeza agente eu quero que as crianças sejam descobertas o mais rápido possível e quem esteja por de trás desta barbaridade, seja apanhado e preso. - dizia o Dr. Müller. O choro parecia terminar repentinamente.

"Dr. Origami"

Chapter II
"Transe"

Dr. Müller era levado por um agente até a sua casa como pedira a Capitã Richards. Enquanto o homem entrava no carro, Jon fintava-o por detrás de uma janela. Mostrava um ar pensativo e ao mesmo tempo desconfiado. Havia algo nele que o deixava nervoso mas não sabia explicar o porquê. Raramente tinha este tipo de pressentimentos. Um bom policia nunca deve agir sobre pressentimentos mas sim convicções e certezas.
Uma mão pousava sobre o ombro direito de Jon interrompendo os seus pensamentos de imediato. Olhando para trás reparava que era o seu parceiro Henry.
-- O que se passa Jon? - perguntava dando uma gargalhada. Nesse momento o carro onde se encontrava o Dr. Müller arrancava sem que isso impedisse Evans de o continuar a fintar. - Estas com uma cara...
-- Não é nada parceiro coisas minhas. - respondia com um sorriso para disfarçar. - Vamos trabalhar?
-- Eu conheço-te Jon, eu sei que quando estas com essa cara é porque se passa algo. - rindo-se de novo. - Mas também sei que não me vais contar agora só no momento certo e eu respeito isso. Vamos trabalhar então!
-- Exato! - dizia soltando um riso. - Vamos começar por ir até ao local para averiguar possíveis indícios assim como falar com as crianças.
Henry não achou muito boa ideia de falar com os pequenos. Os pobres passaram por muito desde do fato de estarem num orfanato que já é bastante mau, ainda tiveram de testemunhar ao rapto de colegas e amigos. Deve ter sido muito chocante. Apesar de ter essa opinião decidiu não a expor pois sabia que no fundo esse trabalho teria de ser feito e não podia recusar.

Os dois parceiros saiam da esquadra a passo lento indo em direção do carro. Normalmente quem conduzia era Jon mas naquele dia calhava ser o Henry. Durante a viagem para o local do acontecimento ambos conversavam sobre tudo desde do ultimo resultando dos Chicago Bulls na NBA, passando pela politica americana como o estado do tempo. Era esse tipo de conversas que os dois gostavam de ter um com o outro.
A viagem durar cerca de trinta minutos sem paragens. Um grande aparato de carros, policia e jornalistas se erguia na dianteira de Jon e Henry. Um pouco mais há frente do aparato encontrava-se o grande edifico histórico de Chicago que as crianças pretendiam visitar.
-- Bem pode esquecer a Capitã Richards a palavra "discrição". - ria-se.
-- Odeio jornalistas! - resmungava Henry com um ar zangado.
Os dois moviam-se sobre a multidão de jornalistas e apesar da pressão que faziam para terem as suas perguntas respondidas, ambos mantinham-se num completo silêncio. Uma fita ás riscas negras e amarelas, que limitava a área do incidente, era levantada por um policial para que Jon e o parceiro pudessem passar.
-- Mer** de jornalistas! - resmungava de novo.
-- Deixa lá isso para depois Henry e vamos ao trabalho. - dizia Jon com um riso.  
Pegando no seu bloco de notas começava por dar uma vistas de olhos ao autocarro que transportava as crianças. Era um veiculo alaranjado com a capacidade de abrigar cerca de vinte pessoas contando com o condutor. Com uma largura de cerca de dez metros, podia se ler no autocarro: "Escola Social De Acolhimento De Crianças Órfãs".
-- Vieste cedo desta vez. - dizia uma voz masculina. Jon não entendeu quem era à primeira vista mas logo se virou e apercebeu-se que se tratava do seu colega David. Estava acompanhado pela sua parceira Jean que apenas sorria simpaticamente para Jon. - Quando é que te começo a ver a passar multas de transito pela cidade? - Mostrava um riso estúpido estampando no rosto.
David era um homem grande com cerca de 1,86 cm de altura e de cabelos negros curtos. De pele escura, corpo musculado e olhos esverdeados, sempre mostrou ser uma pessoa com uma atou estima demasiado elevada. Jon entrou na policia de Chicago no mesmo ano que David e desde dai que ambos mantém uma pequena rivalidade. Já Jean era uma mulher bastante bem constituída com 1,75 cm de altura. De pele clara e olhos acastanhados, os seus longos cabelos ruivos eram o ponto chave da sua beleza física.  
-- És tu David? Vê lá que nem notei a tua presença agora vê o quanto és importante para mim. - respondia com ironia. - Ola Jean, tudo bem contigo? - Cumprimentava educadamente.
Por fim virava as costas e dava continuidade à sua investigação ao autocarro deixando David a falar sozinho e Jean a rir-se com a boa resposta de Jon.

Não muito longe dali Henry tratava de interrogar algumas crianças que testemunharam o acontecimento de perto mas sem sucesso. Uma pequena menina loira com cerca de 8 anos de idade chamava a sua atenção. De olhar parado parecia que estava em um transe profundo. Uma enfermeira tentava interagir com ela mas sem resposta. Henry aproximava-se de pequena e agachava-se ficando ao seu nível.
-- Estás bem querida? - perguntava com um sorriso simpático.
-- Ela está assim já algum tempo. Não consigo fazer com que ela reaja de jeito algum. - dizia a enfermeira com preocupação.
-- Entendo! Então querida o que tens? Olha o meu nome é Henry e o teu? - questionava simpaticamente.
A menina continuava a não dizer qualquer palavra e a manter o olhar parado. Henry começava a pensar como conseguiria interrogar as testemunhas mais próximas. Todos as crianças mostravam algum tipo de perturbação fosse de transe ou choque. Chegava a conclusão que algo mais tinha acontecido para além do rapto. De súbito...
-- Origami...
-- O quê?
-- Origami... Origami...
A pequena menina repetia vezes sem conta o nome "Origami" pondo fim ao seu silêncio. Henry olhava para aquilo com um ar sério. A jovem levantava-se lentamente da cadeira onde estava sentada e começava a se movimentar, a passo lento sem contudo, deixar de pronunciar, repetidamente, Origami.
-- Onde vais? - perguntava o agente Jones com inquietação na voz.
Sem resposta decidia segui-la. Foi ai que reparava que aquela menina não era a única a ter o mesmo estranho comportamento. As outras crianças envolvidas na situação também se deslocavam e prenunciavam o mesmo nome. Jon ia ao encontro de Henry a passo rápido.
-- Foi de repente Jon! - explicava ao colega. - Parecem zumbis!
-- Sim! Eu estava dentro do autocarro a investigar quando ouvi gritos vindos de alguns jornalistas. Vim logo ter contigo. - dizia Evans com um ar nervoso. - Vamos segui-la para tentar perceber para onde se desloca!
-- Certo!

Os dois seguiam a loirinha de uma forma calma e ponderada. Jon apercebia-se o quanto atmosfera por ali estava agitada. Os imensos jornalistas e repórteres televisivos aproximavam-se cada vez mais da cena com os policias a tentarem por alguma ordem no sitio.
Em volta do autocarro o cenário ia-se compondo pouco a pouco com a chegada de cada criança. Era uma verdadeira cena de filme e talvez um de ficção cientifica. Jon e Henry olhavam para a cena de bocas a abertas. Nunca tinham visto tal coisa. Dez crianças estavam por fim em volta do veiculo que as transportara, clamado o nome Origami sem parar.
-- Rapazes, isto está-me a meter medo. - dizia Jean, aparecendo por detrás das costas de Henry. Estava visivelmente nervosa. - É como se... se tivessem hipnotizadas.
-- Não digas disparates Jean! - respondia David que acompanhava. - Com certeza que isto tem uma explicação lógica. - concluía. Dava a ideia que não acreditava nas suas palavras.

Continua...
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Re: [Dr. Origami] Chapter II - "Transe"

Mensagem por Mr.Puddin em Dom Mar 01, 2015 7:50 pm

Outro excelente capitulo, e este Origami é bastante misterioso. Fico a espera dos próximos capítulos para saber que aconteceu as crianças e quem é o misterioso raptor.

Keep going!
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Re: [Dr. Origami] Chapter II - "Transe"

Mensagem por L Mars em Qua Mar 04, 2015 12:40 am

Penso que teria causado um impacto maior se todas as crianças tivessem a fazer Origamis inconcientemente, uma hipnose mais subtil, mas mai "dramatica".

Mas estou a gostar e cheira-me que vêm ai Manipulação =P

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Re: [Dr. Origami] Chapter II - "Transe"

Mensagem por Zoro dattebayo em Sex Mar 06, 2015 7:35 pm

@Mr.Puddin escreveu:Outro excelente capitulo, e este Origami é bastante misterioso. Fico a espera dos próximos capítulos para saber que aconteceu as crianças e quem é o misterioso raptor.

Keep going!

Obrigado pelo comentário! Wink

@L Mars escreveu:Penso que teria causado um impacto maior se todas as crianças tivessem a fazer Origamis inconcientemente, uma hipnose mais subtil, mas mai "dramatica".

Mas estou a gostar e cheira-me que vêm ai Manipulação =P

Não é mal pensado, não senhor. x) Talvez pense em algo para a próxima vez. xD

Obrigado pelo comentário! Wink
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